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Alfred Harvey - Brasinha !
Um fato interessante a respeito da Harvey Comics, é que possui personagens
que tradicionalmente assustariam às crianças, mas que na verdade as
deixam felizes; seria normal que uma criança pequena se assustasse
com fantasmas, feiticeiras e diabos, mas a Harvey Comics sempre fez
de seus monstros, amigos e brincalhões ao máximo. Brasinha (Hot
Stuff, the Little Devil) é um deles.
Sua primeira aparição foi em Hot Stuff #1 em Outubro de 1957, na capa,
Brasinha perguntava: Eu sou Brasinha... Quem é você?, enquanto no
desenho, queimava a capa do gibi. Naquela época a Harvey tinha muita
confiança no seu novo personagem pois lançou Brasinha como estrela
principal, e não como personagem secundário do staff de estrelas
da Harvey. O papel de Brasinha no mundo Harvey era único, já que ele
não contracenava com outros personagens, a não ser por duas ou três
vezes em que dividiu a cena com Miudinho e Gasparzinho. Mas, geralmente,
Brasinha reinava em seu mundo repleto de ogros, gnomos, fadas e outros
diabos. O personagem secundário da maioria dos títulos publicados
do Brasinha, foi sem dúvida o Miudinho, que surgiu na edição de número
3, porém, tinha suas próprias histórias.
Howard Post and Warren Kremer foram os principais desenhistas das
histórias do Brasinha, porém, sua criação é atribuída a Alfred Harvey.
O humor inventivo e selvagem de Howard Post dominou os temas das histórias
durante anos. Warren Kremer teve sua contribuição nas histórias do
Brasinha, mas construiu sua reputação, ilustrando as histórias do
Miudinho por muitos anos, tendo sido o responsável pela maioria das
capas das revistas do Brasinha.
Brasinha se manteve ao longo dos anos como um personagem secundário
se comparado a outros no Universo Harvey, principalmente por nunca
ter estrelado um desenho animado ou ainda por nunca ter sido contratado
para merchansing de produtos. Uma série de desenhos animados
foi ao ar nos anos 60 e depois novamente nos anos 70, mas as supostas
ligações satânicas do personagem, imediatamente o tiraram do ar. Uma
espécie de cultura mística rondou o personagem, tornando-o famoso
e assimilado como mascote de gangues de drogados e bikers,
por conta de suas conexões satânicas.
Apesar disto tudo houveram excelentes histórias do Brasinha.
No
Brasil, o Brasinha foi editado pela Empresa Gráfica O CRUZEIRO S.A.,
tendo como diretor-secretário em 1964 ninguém menos do que Austregésilo
de Athayde.
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