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Antes de completar quatorze anos já trabalhava vendendo papéis velhos, descarregando navios e vendendo carvão. Nesta época, ainda não possuía seu próprio instrumento, porém escutava assiduamente as bandas de Jazz em clubes como o Funky Butt Hall; seu favorito era Joe "King" Oliver, um velho músico que o tratava como a um filho, inclusive tendo presenteado Louis com seu primeiro cornetim de verdade, ensinando-lhe como tocá-lo. Em 1917, Louis tocou em uma banda inspirada no som de Joe Oliver no New Orleans' Storyville próximo ao píer. Em 1919 deixou New Orleans e foi se juntar à banda de Fate Marable em Saint Louis. Marable liderava uma banda que tocava numa barcaça da companhia Strekfuss que navegava o rio Mississipi. Em terra, Louis tocava esporadicamente na banda de Kid Ory. Tendo permanecido com Marable até 1921, quando retornou a New Orleans, Louis se juntou então ao Zutty Singleton Trio e tocou em desfiles com a Allen Brass Band. Ainda em 1921, fez parte do coreto da Orquestra de Papa Celestin's Tuxedo e da Silver Leaf Band. Em 1922 Louis recebeu um telegrama de seu mentor Joe Oliver, convidando-o a fazer parte de sua Creole Jazz Band no Lincoln Gardens em Chicago. Este era um sonho que se tornava realidade e logo Louis se tornava uma sensação entre os músicos de Chicago. O estilo de música de New Orleans fez uma revolução na cidade e logo diversas bandas do sul, pegaram a estrada para o norte, rumo a Chicago. Quando tocava na Creole Jazz Band, Louis conheceu Lillian Hardin, uma pianista e arranjadora da banda, em 1924 estavam casados. Lil era uma mulher muito inteligente e ambiciosa que logo percebeu que Louis estava perdendo tempo, tocando na Creole Jazz Band; no final de 1924, pressionou Louis a deixar a banda de seu "pai" e mentor. Por um curto período, ele tocou na Ollie Powers' Harmony Syncopators antes de se mudar para New York, onde tocou por 13 meses na Fletcher Henderson's Orchestra. Neste período, Louis fez dezenas de sessões de gravação com cantores de Blues, incluindo o clássico de Bessie Smith - "St. Luis Blues". Gravou também com Clarence Williams e a Red Onion Jazz Babies. Em 1925, Louis volta para Chicago e junta-se à banda de sua mulher no Dreamland, toca na orquestra Erskine Tate Vendome e com Carrol Dickenson no Sunset Café. Louis grava seu primeiro disco - "Hot Five" neste mesmo ano, era a primeira vez que fazia discos com seu nome. Os discos "Hot Five" e "Hot Seven" são considerados clássicos absolutos do Jazz e exemplares únicos do poder de criatividade de Louis Armstrong. Sua banda de estúdio, nunca tocou ao vivo, mas continuou gravando até 1928. Enquanto trabalhava no Sunset café, Louis conhece seu futuro empresário, Joe Glaser, que gerenciava o Sunset. Louis tocou na Carrol Dickenson's Orchestra até 1929, e manteve sua própria banda ao mesmo tempo, a "Louis Armstrong and his Stompers". Neste ano, Louis estava se tornando um verdadeiro astro, fez turnê com o espetáculo "Hot Chocolates" e apresentava-se ocasionalmente na Luis Russel Orchestra com Dave Peyton e Fletcher Henderson (onde também tocou o guitarrista Clarence Holiday, pai de Billie Holiday). Louis muda-se pata Los Angeles em 1930 e monta a sua "Louis Armstrong and His Sebastian New Cotton Club Orchestra". Volta para Chicago em 1931 e constitui uma banda intinerante, em junho deste mesmo ano, volta para New Orleans pela primeira vez desde que de lá saiu em 1922, para juntar-se à "King Oliver's Creole Jazz Band". Louis era considerado um ídolo, mas o racismo sulista, atrapalhou sua volta, quando o locutor de uma rádio "branca" recusou-se a anunciar um concerto gratuito que iria realizar para a população afro-americana - o concerto foi cancelado na última hora. Ainda em 1931 Louis e Lillian se separam. Em 1932, volta para a Califórnia, depois de viajar para a Inglaterra para uma série de apresentações, onde fez enorme sucesso. Pelos próximos três anos Louis excursiona pelo país, atravessando de norte a sul, leste a oeste por desenas de vezes; volta à Europa, para apresentações na Dinamarca, Suécia, Noruega, Holanda e Inglaterra. Retorna aos EUA em 1935 e contrata Joe Glaser como seu empresário. Glaser era suspeito de ter ligações com a máfia e em especial com Al Capone, mas provou ser um excelente empresário para Louis, tendo permanecido como tal, até sua morte em 1969. Glaser tomou conta dos negócios, deixando Louis livre para se concentrar apenas em sua música; contratou Luis Russel como diretor musical e seus músicos como banda substituta para a banda de Louis. Isto para Louis era como voltar para casa pois a banda era formada por uma maioria de músicos de New Orleans, muitos dos quais haviam tocado com Joe Oliver. A banda foi re-nomeada para "Louis Armstrong and His Orchestra" e foi uma das mais populares da era do Swing. Excursionaram juntos, Glaser, Luois e sua banda, pelos próximos dez anos. Neste período Louis tornou-se um dos homens mais famosos da América. Em 1938, finalmente Lillian e Louis conseguem o divórcio. Louis então casa-se com Alpha, sua terceira esposa, as intermináveis turnês eram complicadas para o casamento e se divorciam quatro anos mais tarde, Louis rapidamente volta para Lucille sua segunda esposa e permanecem casados pelo resto de suas vidas. Pelos próximos nove anos a Louis Armstrong Orchestra continua a gravar discos e a realizar suas turnês, mas, apesar dos anos 40 terem aproximado o público do gosto pelo Jazz, iniciava-se a produção da música comercial representada pelo Swing e a era das Big Bands. O tão falado Dixieland Jazz e o Be Bop estavam começando a mudar o "status quo" do mundo do Jazz. A Louis Armstrong Orchestra começava a cansar e apresentações e vendas de discos começaram a declinar, os críticos começaram a dizer que Louis estava se tornando comercial. Em 1947, Glaser demite a banda e a susbstitui por um pequeno grupo que se tornaria uma das mais populares Jazz Bands da história - a "Louis Armstrong All-Stars" - onde tocaram solistas como Barney Bigard, Jack Teagarden, Big Sid Callett, Vilma Middleton e mais tarde, Earl Hines. A banda sofreu inúmeras modificações de seus componentes, mas permaneceu extremamente popular ao redor do mundo. Excursionaram pela África, Ásia, Europa e América do Sul pelos próximos vinte anos, até que a saúde de Louis começou a falhar, e a banda teve de ser desfeita. Louis Armstrong ficou conhecido como o "America's Ambassador" - o Embaixador da América. Em 1963 emplacou um hit internacional com sua versão de "Hello Dolly", tendo inclusive desbancado os Beatles do topo da parada de sucessos. Em 1968 gravou outro novo grande sucesso a incontestavelmente otimista "What a Wonderfull World". Sua saúde começou a ficar comprometida e Louis foi hospitalizado por divesas vezes, mas mesmo assim continuava a tocar e a gravar. Em 6 de julho de 1971 o maior músico de Jazz do mundo morreu dormindo em sua casa em Queens, New York. O
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