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Sete dias por semana desde 1930, o infatigável Lee Falk, vem escrevendo
as clássicas tiras de aventuras do Fantasma e do Mandrake. Nos 100 últimos anos, desde
que a imprensa estabeleceu em suas seções de quadrinhos, um importante papel na cultura
popular internacional, não houve ninguém que tenha produzido com tamanho afeto e
dedicação as mais queridas tiras, como Lee Falk. Não houve sequer outra personalidade
do mundo literário, nem Sir Arthur Conan Doyle, nem Edgar Rice Burroughs, nem Erle
Stanley Gardner, nem Aghata Christie nem qualquer outro, que de longe se aproximasse tão
espetacularmente e por tanto tempo com um simples personagem de ficção. |
Lee Falk nasceu em St. Louis, era um dedicado
estudante da University of Illinois, deixando aflorar sua enorme fascinação com a magia
e o misticismo trouxe ao mundo suas habilidades de contador de histórias, criando o
brilhante Mandrake o Mágico para William Randolph Hearst do King Features Syndicate em
1934. Neste mesmo ano o King Features Syndicate experimentou seu maior crescimento
juntamente com todo o mercado de quadrinhos em geral - o estilo de quadrinhos familiar
estava sofrendo severas mudanças e um grande contingente de leitores estava ávido por
novas e emocionantes aventuras. Mandrake surgiu na mesma época em que Flash Gordon, Jim
das Selvas, Agente X-9 e Terry e os Piratas fizeram suas estréias. O mágico misterioso
de Lee Falk, tornou-se imediatamente, um sucesso mundial, a tal ponto que em apenas 2 anos
após o seu lançamento, o jovem artista foi incumbido pelo King Features a criar um novo
personagem - surge então mais um "arrasa-quarteirão" - o Fantasma.
Confortavelmente posicionado como escritor e produtor das duas mais famosas tiras diárias
dos jornais, Lee Falk rodou o mundo, por muitos anos as aventuras tanto do Mandrake quanto
do Fantasma aconteceram nas principais capitais do planeta. As histórias sucederam-se uma
depois da outra, mesmo durante a segunda grande guerra onde, o patriótico Lee Falk
cumprindo seu dever, alistou-se no exército Americano, mais especificamente no serviço
secreto de inteligência. No pós-guerra Lee Falk ampliou suas atividades, escrevendo
roteiros e produzindo peças teatrais e administrando teatros em Massachusetts e nas
Bahamas. O grande contador de histórias vagava pelos quatro cantos do mundo com suas
aventuras do Mandrake e do Fantasma. A despeito de inúmeros personagens que surgem e
desaparecem, Mandrake e Fantasma continuam brilhando nas páginas de centenas de jornais,
tornando-se cada vez mais queridos e populares. Quando não estava rodando pelo mundo, Lee
podia ser encontrado juntamente com sua esposa Elizabeth Moxley Falk em seu apartamento
exoticamente decorado em Nova York, com vista para o Central Park.
Lee Falk morreu de insuficiência cardíaca na manhã de 13 de março de 1999, seis
semanas antes de completar 87 anos. |