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Pafúncio e Marocas foi o nome destes
personagens no Brasil, no original "Bringing Up Father", os quadrinhos e tiras,
contam a história de um casal classe operária que da noite para o dia se tornam
multi-milionários, ganhando sua fortuna em corridas de cavalos. A maior parte do humor
contido nestas histórias do início do século, se atém às tentativas de Pafúncio e
Marocas de atingir uma posição na Alta Sociedade. Além do contexto e das histórias, as
tiras de Pafúncio e Marocas são um exemplo magnífico do período da arte moderna na
ilustração. |
A clássicas tiras de George McManus -
Pafúncio e Marocas - foram inspiradas na peça teatral de William Gill - "The Rising
Generation" (algo como Geração Emergente) de 1893. Pafúncio e Marocas foi a
primeira história em quadrinhos a atingir repercussão mundial, só tendo sido
ultrapassada em longevidade pelos "Sobrinhos do Capitão"; foi adaptada às
telas, aos palcos e aos desenhos animados por seis vezes; inclusive teve a imagem de seus
personagens eternizada em selos comemorativos nos Estados Unidos. Pafúncio era o melhor
dos melhores, descendente de Irlandeses, que sempre tentava agradar sua sarcástica esposa
Marocas, usando fraque e cartola e esforçando-se para viver de acordo com a sua nova
condição social. Pafúncio tinha olhos voltados sempre para as belas mulheres e adorava
programas de "baixo nível" tais como sair à noite com os amigos, freqüentar
"pubs" e cassinos. Os seus hábitos sempre o colocavam em conflito com a
escalada social de Marocas. A filha do casal, Nora, era belíssima porém insípida, uma
verdadeira "patricinha" do início do século, muito popular entre os rapazes.
O cartunista George McManus aplicava detalhes pictóricos altamente detalhados aos
quadrinhos, resultando disto, um chistoso retrato de época com seus interiores, cenários
e vestuário. Enquanto a maioria dos cartunistas faziam suas histórias com traços
rudimentares, George McManus - um mestre da ilustração - era detalhista e requintado;
até sua assinatura era elaborada. Seu estilo fino e delicado distinguia as tiras do
Pafúncio por cenários com ornamentos e rococós; elementos gráficos eram uma constante,
desde as texturas nos vestidos de Marocas até o uso com maestria do recurso de silhuetas.
Apreciar os quadrinhos de George McManus, é voltar aos anos 20 e 30. Alguns quadrinhos do
início, eram ilustrados com temas e costumes da Era Eduardiana e todo o seu luxo. As
tiras do Pafúncio atravessaram diversas épocas e estilos, adentrando a era da Arte
Moderna e McManus foi se adaptando aos tempos, como pode ser constatado, observado-se a
sua obra. Pafúncio tornou-se extremamente popular, para se ter uma idéia de sua
importância para a cultura Norte Americana, no 25º. aniversário do personagem, foi
oferecido um jantar em homenagem a George McManus na sede do congresso em Washington. Mc
Manus nasceu em St. Louis - Missouri em 23 de janeiro de 1884. Depois de uma |
rápida passagem pela
editoria de moda do jornal St. Louis Republic, McManus foi trabalhar para o Pulitzer's New
York World em 1904 e posteriormente foi atraído para o Hearst's New York American em
1912. McManus trabalhou em diversos personagens antes de criar O Pafúncio & Marocas,
sua primeira tira - Alma & Oliver - foi impressa quando tinha 16 anos no St. Louis
Republic. |

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Pafúncio & Marocas apareceu em 1913 e era
publicado esporadicamente até 1916, quando começou a ser periodicamente apresentado,
apesar de McManus ser conhecido pela sua dificuldade em cumprir prazos. Em 1918, as tiras
ganham cor na seção de quadrinhos do jornal aos domingos. No início dos anos 20,
McManus publicou uma série de livros de quadrinhos pela Leon Publishing Company.
McManus parou de desenhar o Pafúncio em 1940, passando a pena para outros artistas, e
inexplicavelmente a tira continua a ser desenhada e publicada até hoje, apesar da imensa
diminuição de estilo e substância perpetrada por outros artistas.
George McManus morreu em sua casa em Santa Monica em 22 de outubro de 1954. |
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