Fotos históricas, em vez de dólares
Mauro Ventura e César Tartáglia
- No Front do Rio - 30/03/2007
Em junho de 1980, foi abaixo o prédio da UNE na Praia do Flamengo, número 132. De marreta em punho, operários anônimos seguiam fielmente as ordens dos militares, diante de uma multidão desolada.
O maior registro desse triste - e tumultuado - momento histórico foi feito por um jovem chamado Marcio Goldzweig.
Por conta das fotos, ele apanhou e foi preso. Mas
seus captores não evitaram que ele salvasse dois rolos de filmes...
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Primeiro de Abril, dia de muitas lembranças
para os estudantes.
Artênius Daniel - UNE 30/03/2007
Exposição histórica, ato político
e show gratuito de Carlos Lyra vão acontecer no próximo
domingo, no terreno reocupado pela UNE e UBES na Praia do Flamengo.
No próximo domingo, primeiro de abril, completam-se
43 anos do golpe que instalou a ditadura militar no Brasil. Foi também
nesse dia, no ano de 1964, que o recém-instaurado regime realizou
uma de suas primeiras atrocidades, o ataque à sede da UNE e da
UBES na Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro. No entanto, a data não
será apenas de tristes lembranças, pois também marca
os dois meses da recuperação histórica do terreno
dos estudantes, que aconteceu no último mês de fevereiro.
Os fatos mais marcantes da história desse lugar estarão
reunidos na exposição "Praia
do Flamengo, 132", que será lançada no terreno
da UNE e UBES no domingo, a partir das 14h. Ex-líderes estudantis
de diversas fases participarão de um ato político no local.
O cantor Carlos Lyra, autor do hino da UNE e que também faz parte
dessa história, fará um show em voz e violão. A entrada
é gratuita.
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A história em duas marretas
Gustavo de Almeida - JB 19/03/2007
O sonho de toda uma geração parecia ter acabado, na
forma de guindastes, marretas e martelos, quando em junho de 1980 o prédio
da União Nacional dos Estudantes foi demolido. Já naquela época o velho
prédio da Praia do Flamengo abrigava apenas fantasmas de uma época de
contestação sempre acompanhada de repressão.

Sim, o sonho parecia ter acabado até 1º de fevereiro, quando os atuais
estudantes, sem livros de Marcuse ou fotos de Che Guevara nas camisas,
voltaram ao antigo berço. Numa tarde de fevereiro, já com a organização
em andamento, os estudantes receberam a visita do fotógrafo Márcio Goldzweig,
um sobrevivente daqueles dias de 1980. Foi como se um túnel do tempo se
abrisse.

Quase no mesmo local, quase do mesmo ângulo, Márcio fez fotos parecidas
com as de 27 anos antes. Estas, no entanto, em que as marretadas significavam
reconstrução. O material de ontem e de hoje vai virar exposição...
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Visite o site da UNE
http://www.une.org.br
Leia sobre a Exposição na UNE - 1º. de Abril de 2007 a partir das 15:00H